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A NASA fez uma adaptação bem curiosa em um Boeing 747. A fuselagem foi cortada na parte de trás para fazer uma abertura grande o suficiente para que fosse possível operar dali um telescópio de 2,5 m de diâmetro. Esse aparelho funciona no espectro infravermelho de luz, ideal para analisar estrelas do tipo supernova, planetas e tudo mais. Esse projeto é na verdade uma pareceria entre a NASA e a DLR, a agência aeroespacial alemã. Mas por que essas duas organizações resolveram cortar um avião grandalhão e montar um telescópio voador? Isso aconteceu porque o espectro de luz infravermelho é o mais adequado para fazer observações no espaço profundo, mas o vapor de água abundante na atmosfera terrestre impede que telescópios em solo consigam utilizar esse padrão. Por isso, existe a necessidade de levar esse dispositivo para a maior altitude possível, deixando nuvens e praticamente todo tipo de água em vapor para trás,  aí que entra o 747, que consegue voar a 11 mil metros de altitude. A essa distância do solo, o Observatório Estratosférico para Astronomia Infravermelha ou SOFIA na siga em inglês pode fazer leituras no espaço sem muita interferência atmosférica.

Ele foi o responsável por descobrir os anéis de Urano

Para você ter uma ideia de como o telescópio voador SOFIA é avançado e importante para a exploração espacial humana, ele foi o responsável por descobrir os anéis de Urano. Ele não fica em órbita, como o Hubble, mas compensa essa limitação com uma tecnologia óptica mais avançada. Fora isso, astrônomos podem operar presencialmente o SOFIA enquanto ele voa. Isso é diferente do Hubble, que funciona de forma autônoma, controlado da Terra. De acordo com a NASA, o SOFIA precisa de uma série de mecanismos de estabilização para funcionar dentro de um avião, que vibra bastante e se movimenta nas camadas de ar enquanto voa. Por isso, o telescópio foi montado com um giroscópio para compensar as oscilações. Ele também é hidraulicamente e pneumaticamente isolado do avião.